Após contactar o IPO foi nos dada a informação de que teríamos de redigir uma carta, a ser assinada pelo orientador da disciplina assim como pela escola; para poder ser considerada legitima.
Esperemos que nos seja concedida com a maior brevidade possível...
Já temos um diário de bordo, custou a começar a redigir mas parece que estamos no bom caminho. Na próxima aula esperamos terminar a planificação das actividades que iniciamos para juntar a carta para o IPO. Esperamos poder envia-la sexta feira!
Vamos lá ver qual a resposta do IPO...
(Façam figas!!!)

3 pequenas histórias...:
Estamos confiantes de que a resposta será positiva, como positiva é a vossa iniciativa! Espero que consigam que o sonho seja uma constante de muitas vidas.
Ao ler a vossa apresentação perguntei-me que motivos levam quem tem a vida pela frente, a preocupar-se com aqueles que tantas vezes vivem de mãos dadas com a morte. Isto levou-me a partilhar alguns pensamentos. Não falo na 1ª pessoa, mas vivo com alguém que tem cancro, que não terá uma vida longa, mas que não desanima e que tem sempre a esperança de mais um dia.
Tudo, nesta vida, tem um princípio, um meio e um fim. Nasce, cresce e sempre chega um momento em que, ou morre ou renasce.
O ser humano é o único ser vivo que tem consciência da sua finitude. Precisamos de aprender a aceitar a morte, pois quanto mais consciência tivermos dessa nossa finitude, maior valor somos capazes de dar à vida. Temos medo da morte, temos medo do desconhecido, mas este medo não deve ser interpretado de forma negativa, uma vez que a consciência da nossa finitude pode ajudar-nos a reflectir, a crescer e a viver de forma mais intensa. Não devemos adiar o que é fundamental, aceitando-nos e aos outros.
Preparar a morte pode ajudar a viver, levando-nos a aproveitar melhor o tempo, a reorientar prioridades, a centrar-nos no essencial e a desvalorizar tudo o que possa ser menos importante no caminho da nossa felicidade.
É essencial viver cada dia intensamente, estar em paz connosco e com os outros.
Lidar com a morte é talvez um dos momentos mais difíceis da vida. O medo, a revolta, a impotência e o vazio serão avassaladores e raramente nos sentimos preperados para enfrentar a morte de forma pacífica e natural.
Temos pena de quem se encontra perto da morte, ignorando que este pode ser talvez, um momento de plenitude, tanto para o próprio como para os que o rodeiam, até porque muitas vezes só nos apercebemos do valor da vida quando alguém ao nosso lado adoece ou morre.
Devemos sentir sempre que a vida "vale a pena".
Para tudo há um tempo: um para nascer e outro para morrer...
Legado
Já não digo a palavra que te prometi.
Não há mais tempo, vai anoitecer.
Ouve-a, pois, no silêncio que te deixo
Como herança.
Não, pulsam todos os versos
De que gostares,
Meus ou doutro poeta, não importa.
O que é preciso é que não esteja morta
No teu coração
A pungente saudade
Das horas que tivemos.
Horas de eternidade,
Se souberes recordá-las como as vivemos.
Miguel Torga
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